Caminho com os meus pés descalços
em solos que nunca antes pisei.
Passeio de aldeia em aldeia
Cantando histórias que me cercam,
mas que não me deixam chamar de minhas.
No ramo de loureiro que trago ao peito,
tenho comigo os perfumes das minha vivência.
As minhas lágrimas insólitas teimam em surgir,
reflorescendo o solo seco do meu corpo.
Sorrio, então, das boas e velhas lembranças...
Daquelas que me fizeram amigo da eternidade.
Amigo desse tempo infinito
Que faço ressoar na poesia silenciosa.
Vagueio sem saber o que por frente virá
- Mas sei que não posso parar de procurar...!
Vivo na fatalidade do misterioso acaso,
Guiado pelo mais puro desejo
De inalar o aroma da mais bela flor...
- Espero poder te encontrar!
(Raphael "PH" Ramos)