sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meu Alecrim


- Viva o meu Alecrim!

Alecrim dourado, das velhas donzelas desvalidas 
- as mesmas que dão ritmo à gentileza do Ferreira,
que marca as horas ao vê-las endinheirar.

Alecrim da 2, da 3, da minha avenida 4...
Agora com teus cem anos andados,
 quantas histórias eis de contar?

Bairro das poesias... 
A memória dos teus poetas, 
Em ti eis de guardar.

E o suor vivo de teu camelô, O dançar vocal de tua feira...?
De tudo quanto é gente acompanhou pelos andar 
(se de verdade não passaram,
de natalense não merece se chamar).

E tuas crianças, as que vivem a magia presente em cada rua,
quantas brincadeiras  tu já ajudou a inventar
(a tora réia num vou nem comentar)?


Entre passado e futuro
teu povo leva com muito orgulho
tua cultura e as mandinga popular.

- Parabéns, minha terra, meu bairro, meu lar!

(Raphael "PH" Ramos)