sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meu Alecrim


- Viva o meu Alecrim!

Alecrim dourado, das velhas donzelas desvalidas 
- as mesmas que dão ritmo à gentileza do Ferreira,
que marca as horas ao vê-las endinheirar.

Alecrim da 2, da 3, da minha avenida 4...
Agora com teus cem anos andados,
 quantas histórias eis de contar?

Bairro das poesias... 
A memória dos teus poetas, 
Em ti eis de guardar.

E o suor vivo de teu camelô, O dançar vocal de tua feira...?
De tudo quanto é gente acompanhou pelos andar 
(se de verdade não passaram,
de natalense não merece se chamar).

E tuas crianças, as que vivem a magia presente em cada rua,
quantas brincadeiras  tu já ajudou a inventar
(a tora réia num vou nem comentar)?


Entre passado e futuro
teu povo leva com muito orgulho
tua cultura e as mandinga popular.

- Parabéns, minha terra, meu bairro, meu lar!

(Raphael "PH" Ramos)





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Poeta Rapsodo


Caminho com os meus pés descalços
em solos que nunca antes pisei.
Passeio de aldeia em aldeia
Cantando histórias que me cercam,
mas que não me deixam chamar de minhas.

No ramo de loureiro que trago ao peito,
tenho comigo os perfumes das minha vivência.
As minhas lágrimas insólitas teimam em surgir,
reflorescendo o solo seco do meu corpo.

Sorrio, então, das boas e velhas lembranças...
Daquelas que me fizeram amigo da eternidade.
Amigo desse tempo infinito
Que faço ressoar na poesia silenciosa.

Vagueio sem saber o que por frente virá
- Mas sei que não posso parar de procurar...!

Vivo na fatalidade do misterioso acaso,
Guiado pelo mais puro desejo
De inalar o aroma da mais bela flor...

- Espero poder te encontrar!


(Raphael "PH" Ramos)


quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Fúnebre Sentimento



Bate cada vez mais fraco
meu pobre e castigado coração
- Tum...! - Tum...!
Mais um sentimento padece
E por ele meu corpo vai aos prantos
Muita dor
- Oh, Amargurado fim!
Lembro da sua vinda...
Entrou em mim como um raio divino,
e como uma espada sanguinária
violentou meu tão sofrido coração.
Estando agora a me abandonar
me resta apenas a velha solidão...
Até a vinda do anunciado dia
da ressurreição
desse eterno amor

Raphael "PH" Ramos

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Recôndito


M'eu corpo vibra incessantemente
Quando prestes a expressar um sentimento.
Faz-se livre... sem amarras, sem mordaça...


– Nada me prende!

Guarda tantos segredos inquietos
- que clamam para que sejam descobertos -
E aventura-se a arrancar do seu refúgio interno
O sentimento oculto e os mistérios que esconde.

O silêncio das palavras que me saem à boca,
anuncia o mesmo que o grito vigente do olhar...
Timidamente, ou não, desejam se tornar visíveis
Aos sentidos de quem pra eles tem grande valor.

Minh'alma celebra a magia de se sentir viva
Quando decifrada por quem deseja estar perto.
Faz-se presa por inteira, só por assim querer...


– Peço que me sinta!


(Raphael "PH" Ramos)