
Quero ser dono do s'eu corpo
(mesmo que por mais um dia).
M'eu corpo pede o seu perfume;
Sou escravo da sua presença.
Me sinto rasgado ao peito...
Sinto uma dor que não tem voz
(só gritos estridentes de silêncio).
É quando me deparo com
a ausência...
É quando me embriago com
a saudade...
Sua, crua, inteiramente nua...
Quero te encharcar com meus beijos,
salgar todo o t'eu corpo
com o suor do mais ínfimo desejo...
Quero entrar na tua carne
- enquanto me rasgas as costas -
e olhando em tua alma
dizer "és somente minha".
Mas não quero, no outro dia,
acordar com o olhar despedaçado
de uma mulher buarquiana
esperando o meu...
- Adeus!
(Raphael "PH" Ramos)