sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Poema da Saudade



Quero ser dono do s'eu corpo
(mesmo que por mais um dia).
M'eu corpo pede o seu perfume;
Sou escravo da sua presença.

Me sinto rasgado ao peito...
Sinto uma dor que não tem voz
(só gritos estridentes de silêncio).

É quando me deparo com
a ausência...
É quando me embriago com
a saudade...

Sua, crua, inteiramente nua...

Quero te encharcar com meus beijos,
salgar todo o t'eu corpo
com o suor do mais ínfimo desejo...

Quero entrar na tua carne
- enquanto me rasgas as costas -
e olhando em tua alma
dizer "és somente minha".

Mas não quero, no outro dia,
acordar com o olhar despedaçado
de uma mulher buarquiana
esperando o meu...

- Adeus!


(Raphael "PH" Ramos)

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