
Talvez seja comum alguem pensar "Nossa, com quem será que eu vou viver o resto da minha vida? Como será essa pessoa? Será que ela vai ser perfeita para mim?"
Mas, enfim, como saber, de fato, que aquela pessoa é "A escolhida" para compor o espaço que o seu coração sempre quis preencher? E se existir mais de uma, porventura, capaz de suprir tudo aquilo que um dia você sonhou, descartando, assim, toda e qualquer possibilidade da existência de uma alma genuinamente gêmea? Será o caso de buscar essas respostas na análise combinatória da matemática - acho melhor não, né?
A verdade é que é muito comum nos depararmos com algum dilema que envolva esse assunto. E quando pensamos nisso tudo, o que é que realmente procuramos? Certamente a primeira coisa que venha à nossa cabeça seja "Ser feliz". Mas aí é que está o ponto da questão: Como podemos ser verdadeiramente felizes no amor? Talvez para alguns essa pergunta seja fácil de ser respondida[...]. Mas e para aquelas que sempre se mostraram indecisas, preferindo ouvir primeiro os outros, antes de si própria, de ouvir seus desejos?
Muitas vezes, por exemplo, ouço muito dizerem "o correto é usar mais a razão do que a emoção!" O que é certo então, lutar por aquilo que realmente desejamos, ou nos entregarmos ao medo, escondendo-nos por trás dessa máscara, cujo nome é "razão"? E porque não nos rebelarmos contra a sensatez e nos entregarmos de corpo e alma as paixões, aos amores e as coisas boas que eles tem a nos oferecer? Claro, podemos sofrer com isso também. Mas, se passarmos a vida inteira com medo de arriscar e, chegando lá na frente, olharmos para trás e pensarmos “Poxa, e se aquela fosse a pessoa certa para mim?" Bom, isso você nunca iria descobrir[...]. E, caso optemos por arriscar e, por ventura, dermos de cara com o erro, qual o problema nisso? Talvez esse seja o momento exato para usarmos a dita razão, evitando ou amenizando o sofrimento que o fim de um relacionamento poderia nos causar; ou, talvez, basta pensarmos nos momentos felizes, e somente os felizes, para sabermos o quão tudo aquilo valeu a pena.
Agora, considerando a hipótese de que cada um de nós tenhamos uma alma gêmea, um par perfeito, vamos procurar pensar nisso fugindo do surrealismo de que ela seja aquela predestinada a nós, nessa e em outras vidas. Pensemos nela como sendo aquela pessoa que faz com que nos sintamos bem, apenas por estar ao nosso lado, que nos deixa em paz, num simples tocar da pele; que conhece todas as nossas vontades, nossas emoções, somente em olhar profundamente em nossos olhos, e que nos faz sonhar acordado, tornando muitos momentos de nossa existência inesquecíveis...
Essa pessoa, certamente, não é perfeita para nós e para ninguém. Mas o que realmente importa, ou o que de fato deveria interessar nisso tudo, não são os defeitos que ela carrega consigo, e sim o amor que por ela existe dentro de quem a ama...
:)
(Raphael "PH" Ramos)
(Raphael "PH" Ramos)
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